<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-35787980</id><updated>2011-07-08T07:28:03.416Z</updated><title type='text'>Crónicas FM</title><subtitle type='html'>Sobre as minhas "pseudo" crónicas... 
Estas pequenas crónicas, se é que assim se podem chamar, não pretendem ter qualquer valor literário. São apenas pequenas reflexões ou perspectivas críticas sobre temas e ideias que me vieram à cabeça e que me dei ao trabalho de as passar para papel.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://cronicasfm.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35787980/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasfm.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>FM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02222801480580641962</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6586/3942/1600/Thai12F006d.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>16</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35787980.post-2062588452973995740</id><published>2009-12-24T06:03:00.005Z</published><updated>2010-03-25T20:19:34.228Z</updated><title type='text'>"Viva la Vida"</title><content type='html'>&lt;!--StartFragment--&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Hoje tive um dia fantástico! E na realidade nada de inesperado, grandioso ou surpreendente aconteceu.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Aconteceu apenas que me lembrei de olhar para a minha vida de uma forma menos habitual.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Aconteceu apenas que me lembrei de dar o devido valor às pequenas coisas de um dia normal.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Não aconteceu nada que não tivesse acontecido nos outros dias.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Olhei para o nascer do Sol por entre as nuvens, resultando dessa imagem um quadro memorável que se tivesse tido a oportunidade de ter sido pintado por um dos grandes pintores, seria certamente imortalizado! E eu tive esses espectáculo diante dos meus olhos. O Sol deu-se ao trabalho de dar aquele espectáculo para mim, naquele momento, e lembrei-me dos outros tantos dias que pela pressa e preocupação nem me dei ao trabalho de olhar para ver se ele estava lá.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Olhei à volta, e tal como eu nos dias anteriores, todos passavam na sua azáfama, sem se apreceberem da maravilha que estavam a perder.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Lembrei-me de imediato do cego que vi ontem no metro, e pensei que a ele lhe foi negado esse privilégio. E como ele outros tantos no mundo inteiro não podem disfrutar da simples maravilha de um pôr do Sol, ou da maravilha que pode ser o poder olhar para o mar e ver os fantásticos tons de azul e verde com que nos maravilha.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E fui até à praia, descalcei-me, e andei descalço pela praia a ter o prazer de sentir a areia húmida em cada passada que dava, ouvir o rebentar das ondas proximo de mim, sentir os salpicos da rebentação na minha cara, poder parar para apreciar o momento e continuar a andar. E apercebi-me do outro privilégio que é poder fazer isso, de ter a liberdade e a capacidade para o fazer. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Estamos cheios de privilégios na nossa vida, no nosso dia a dia, e teimamos em pensar apenas naquilo que não temos, ou naquilo que temos ainda que alcançar, ou simplesmente esquecemos que temos um mundo à nossa volta para sentir.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Não pensamos no privilégio que é ter um pai e ter uma mãe que nos amaram incondicionalmente e sacrificaram-se por nós, quando muitos outros não conheceram sequer pai e mãe.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O privilégio que é ter irmãos e irmãs que por mais que aconteça, por mais zangas que existam, estarão sempre lá quando todos os outros já não estão.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O privilégio que é ter amigos que quando é preciso estão lá para nos apoiar. E o privilégio maior que é podermos nós estar lá a apoiar quando um nosso amigo precisa de nós.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O privilégio de ter uma pessoa ao nosso lado que apesar dos nossos defeitos, nos aceita como é, por saber valorizar também as nossas qualidades, . &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O privilégio que deve ser ter um filho e saber que podemos ajudar na formação daquele pequeno ser e dar-lhe, quem sabe, se tivermos sabedoria para tal, as "ferramentas" certas que um dia poderão ajudá-lo, talvez a mudar este mundo para melhor. A verdade é que alguém já foi pai de um Ghandi, de uma Madre Teresa, um Mandela ou de tantas outras almas cujo exemplo deixou a sua marca na melhoria da humanidade.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O privilégio quase divino de poder rir de simples felicidade, de poder partilhar uma Sonora e genuina gargalhada com alguém.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Quantas pessoas já perderam a capacidade de rir, e quantas não têm ninguém para partilhar uma gargalhada?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;É verdade que se tivessemos muito dinheiro, teriamos algumas facilidades a mais do que aquelas que temos, mas a verdade é que a capacidade de ser feliz não tem nada a haver com isso. Essa depende e dependerá sempre e apenas de nós.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Este verão fui aos Açores, e ao fazer uma caminhada pela ilha das Flores tive um dos maiores privilégios: Um pássaro pousou numa arvore ao pé de mim e começou a cantar. Um canto fantástico e lindo, que continuou por um tempo imenso. A probabilidade de tal acontecer era pequena, e a probabilidade de eu estar atento para a disfrutar menor ainda, mas por alguma razão aconteceu e tive um prazer tão grande ou maior como se estivesse confortavelmente sentado no melhor "Concert Hall" a ouvir a melhor orquestra filarmónica do mundo… e na verdade estava apenas sentado numa pedra, debaixo duma árvore, a ver um simples e vulgar pássaro cantar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A nossa capacidade de ser feliz passa, em grande parte, de nos lembrarmos dos privilégios que temos e saber tirar partido deles. E se podermos lembrar aqueles que nos rodeiam disso tanto melhor.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A infelicidade ou felicidade pode depender apenas do ponto de vista com que escolhemos olhar para a vida e para tudo o que nos rodeia.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Viva la Vida&lt;/p&gt;  &lt;!--EndFragment--&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35787980-2062588452973995740?l=cronicasfm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasfm.blogspot.com/feeds/2062588452973995740/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35787980&amp;postID=2062588452973995740' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35787980/posts/default/2062588452973995740'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35787980/posts/default/2062588452973995740'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasfm.blogspot.com/2009/12/viva-la-vida.html' title='&quot;Viva la Vida&quot;'/><author><name>FM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02222801480580641962</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6586/3942/1600/Thai12F006d.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35787980.post-4984854320470488443</id><published>2007-09-04T23:47:00.000Z</published><updated>2007-09-18T23:30:28.577Z</updated><title type='text'>Onde está Deus</title><content type='html'>Desde sempre, que me lembro que sou gente, me perguntei quem seria Deus!&lt;br /&gt;Um pai magnânimo, omnipresente e omnipotente diziam-me uns; O ser mais bondoso e compreensivo diziam-me outros; O criador do Universo, que nos fez à sua imagem; Ou ainda o supremo juiz que nos vai mandar para o céu ou para o inferno??&lt;br /&gt;Que raio de ser é esse que é tão bondoso mas que ao mesmo tempo nos faz andar em constante terror de sermos castigados?&lt;br /&gt;Que raio de ser é esse, tão omnipresente e omnipotente, mas que é incapaz de mexer uma palha para impedir a maldade e os horrores que se passam no mundo à nossa volta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com base nestas informações tão contraditórias larguei numa busca por esse personagem. Quanto mais procurava mais confuso ficava, sem perceber que não era Deus que me baralhava, era sim a interpretação que dele fazemos nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada um de nós tem o seu Deus que mais lhe convém, e como as conveniências de cada um são todas diferentes, temos tantas interpretações de Deus quantas as pessoas do mundo. Claro que a interpretação de cada um encaixa dentro da corrente religiosa na qual nasceu e cresceu, mas a tendência mantêm-se: que é adaptá-la ao que nos convém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje depois de alguns anos de busca de Deus, descobri que sou pequeno e insignificante demais para perceber a dimensão e a beleza de um personagem tão fantástico quanto Ele. Não deixei de fazer a minha imagem dele, como todos os outros, mas pelo menos sei que é apenas a minha interpretação, não a tento generalizar nem impingir ao vizinho do lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Julgo que as várias religiões poderão até ter a sua base assente em verdadeiras inspirações divinas. Quem sou eu para contestar instituições com séculos ou mesmo milénios de conhecimento? O problema é que essas informações divinas foram-nos transmitidas por homens: alguns ignorantes, outros obtusos e acredito até que por alguns geniais com alguma centelha divina, mas todos eles, tentaram passaram-nos conhecimentos maiores que eles, conhecimentos que os transcendiam, e que, na sua insignificância, esses homens não conseguiram libertar-se da sua limitada interpretação ao tentarem passar-nos esse conhecimento.&lt;br /&gt;Pelo que consegui perceber, a imagem que eu posso ter recebido de Deus, não é verdadeiramente Deus, mas antes a imagem que todos os homens antes de nós fizeram dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então como poderei encontrar Deus? Se Deus é conhecimento, sabedoria e bondade, como O poderei encontrar se tenho tão pouco de tudo isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma história Indu em que Vishnu e Brahma, ao fazerem o homem, quiseram esconder a sabedoria, porque o homem não estava ainda preparado para ela. Vishnu propôs esconder a sabedoria na mais alta das montanhas, ao que Brahma respondeu que não, que um dia o homem iria aí chegar e encontrar a sabedoria antes de estar preparado para ela. Brahma propôs então que deveriam esconder a sabedoria no mais profundo dos oceanos, ao que Vishnu também respondeu que não, que um dia o homem também aí iria chegar e encontrar a sabedoria antes do tempo. Então, após sábia deliberação, decidiram esconder a sabedoria dentro do próprio homem. Ele aí nunca a iria procurar antes de estar preparado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que a nossa busca por Deus terminará quando O encontrarmos escondido dentro de nós próprios. Podemos procurá-lo por todo o lado, até um dia descobrirmos que ele fez sempre parte de nós, que esteve sempre connosco e que sempre nos envolveu nas mais pequenas coisas, uma pedra, uma planta, um pequeno animal (ou mesmo um grande), nos ventos que nos envolvem, no mar, na Terra, no Sol, na Lua...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas só quando O descobrirmos dentro de nós é que vamos ter olhos que nos permitam encontrá-Lo também em tudo aquilo que nos envolve, nas coisas mais simples e banais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebi então que a maldade somos nós, que os horrores somos nós que os fazemos, e que o inferno é apenas uma monumento que nós ajudamos a construir, numa obra que nasceu no dia do aparecimento da própria humanidade.&lt;br /&gt;Deve ser por essa reazão que Deus não pode acabar com a maldade e injustiças no mundo. Como qualquer pai digno desse nome Deus não irá eliminar o seu filho, mesmo sendo este a causa dos males do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Julgo haver mais de Deus, num único riso, sincero e amigo, que em séculos de ensinamentos eclesiásticos!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35787980-4984854320470488443?l=cronicasfm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasfm.blogspot.com/feeds/4984854320470488443/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35787980&amp;postID=4984854320470488443' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35787980/posts/default/4984854320470488443'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35787980/posts/default/4984854320470488443'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasfm.blogspot.com/2007/09/onde-est-deus.html' title='Onde está Deus'/><author><name>FM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02222801480580641962</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6586/3942/1600/Thai12F006d.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35787980.post-1447153614452779507</id><published>2007-04-29T20:22:00.000Z</published><updated>2007-09-25T10:34:30.980Z</updated><title type='text'>Rio de Vida</title><content type='html'>A vida é como um rio, um curso de água imparável onde seguimos com todos que nos rodeiam. Um curso com muitos portos de embarque e desembarque, em que vão entrando e saindo as mais variadas personagens. Uns deixam-no a meio do nosso percurso e ficam para trás. Outros entram a meio caminho para nos surpreender. Quando olho para os que em tempos me acompanharam, amigos hoje perdidos, avós falecidos, namoradas do passado, colegas de trabalho e outros, sinto necessidade de agradecer a todos; todos me preencheram a vida, todos contribuíram para o que sou hoje, todos, quer aqueles que me favoreceram quer os que me prejudicaram, participaram na construção do meu ego e muitos ainda irão contribuir para o Eu que um dia vai chegar ao términus deste rio de vida. O nosso porto de desembarque está algures lá à frente, à nossa espera, com data e hora marcada. Espero que ao olhar para trás, no momento imediatamente antes dessa desembarque, possa dizer: -Foi muito bom ter vivido!&lt;br /&gt;Aos que já não me acompanham e que eu vi morrerem ao longo deste caminho, não os lamento; simplesmente agradeço o privilégio de ter podido partilhar algumas das suas vivências. Devemos lembrá-los com alegria. A tristeza, quando lembramos os mortos, deve-se a um sentimento egoísta de posse ou de pertença que todos temos relativamente a quem nos rodeia.&lt;br /&gt;Quando chegar o dia, quando a vez do meu desembarque chegar, espero que os que continuam no curso deste rio de vida tenham razões para se lembrarem de mim com um sorriso de boa disposição e não com tristeza ou saudosismo!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35787980-1447153614452779507?l=cronicasfm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasfm.blogspot.com/feeds/1447153614452779507/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35787980&amp;postID=1447153614452779507' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35787980/posts/default/1447153614452779507'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35787980/posts/default/1447153614452779507'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasfm.blogspot.com/2007/04/passerele.html' title='Rio de Vida'/><author><name>FM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02222801480580641962</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6586/3942/1600/Thai12F006d.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35787980.post-7984221173660306617</id><published>2007-04-29T20:17:00.000Z</published><updated>2007-05-15T22:28:48.680Z</updated><title type='text'>Em Risco</title><content type='html'>Estar com a vida em risco, nem que seja por um escasso instante, faz-nos entrar na fronteira da nossa realidade e ficar, sem dar por isso, na fronteira dos nossos valores. Entra-se como que num limbo, onde a intuição se desenvolve com um sexto sentido, funcionando em contínuo onde antes existiam apenas aparições esporádicas e momentâneas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após esse momento, por onde quer que passava, avaliava automaticamente os potenciais riscos; dava por mim a controlar trajectórias das pessoas, a corrigir velocidades dos meus passos, para não entrar em círculos de risco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É incrível como, nessas situações, o sentimento de vazio e solidão deixa espaço livre para o pensamento. É possível isolar momentos, emoções passadas e avaliá-las por si só sem interferências, quer de outros sentimentos à mistura, quer de preocupações presentes que deixamos que enevoem a clareza do pensamento: uns mais recentes e outros mais distantes. Quando o valor da vida é insignificante, qualquer problema que atormente essa mesma vida torna-se igualmente insignificante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É como tomar um banho mental, como construir arquivos do pensamento onde vamos compactando tudo em pequenas caixas que já só irão ser abertas quando realmente precisarmos delas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem que perante a morte se vê a vida toda em retrospectiva de poucos segundos. Não é verdade!! Vê-se sim aquilo que ainda não se viveu e que está por fazer. Arranjam-se forças que não sabíamos existirem, e tem-se medo, um medo tremendo por nos apercebermos que afinal somos muito pouco, ou que valemos quase nada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35787980-7984221173660306617?l=cronicasfm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasfm.blogspot.com/feeds/7984221173660306617/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35787980&amp;postID=7984221173660306617' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35787980/posts/default/7984221173660306617'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35787980/posts/default/7984221173660306617'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasfm.blogspot.com/2007/04/em-risco.html' title='Em Risco'/><author><name>FM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02222801480580641962</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6586/3942/1600/Thai12F006d.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35787980.post-1861277545115630405</id><published>2007-04-23T15:56:00.000Z</published><updated>2007-05-17T11:14:21.268Z</updated><title type='text'>Moda</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A moda é um conceito estranhíssimo!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém decide que agora se deve usar a roupa X ou Y, a cor W ou Z e todos passam a vestir-se de igual ou, numa versão menos radical, passam todos a vestir-se dentro de uma mesma corrente.&lt;br /&gt;Onde estará a origem deste estranho comportamento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que isto decorre do tribalismo inicial quando o homem sentia necessidade de pertencer e de se identificar com o grupo ou clã, para se sentir protegido e poder sobreviver? Nessa altura compreendia-se que para evidenciar uma maior coesão, se vestissem todos de igual e se pintassem da mesma cor!&lt;br /&gt;Mas nos dias de hoje? A necessidade de sobrevivência e de protecção do clã já não corre esse tipo de riscos e, portanto não deve ser por isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que uma falta de gosto generalizada, resultante de deficiente sensibilidade e educação estética, leva uma certa maioria a adoptar os padrões de uma minoria pseudo-iluminada? Também não me convence esta!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será então unicamente uma vontade de variar? O resultado de nos cansarmos frequentemente da nossa aparência e procurarmos estereótipos que nos alimentem ilusões de mudança e renovação?&lt;br /&gt;Se assim fosse a moda não se repetiria ciclicamente como acontece e além disso, também não seria aceite a padronização generalizada que anula a individualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei, é um mistério... mas continuando: Nos homens o conceito de moda é sempre mais comedido (vá lá!!). As gravatas vão alargando ou estreitando, os colarinhos mais redondos ou mais bicudos, mais abertos ou mais fechados, os casacos com uns botões a mais ou a menos, as pernas das calças estreitando ou alargando, mas nada que não seja fácil dar a volta sem grande dispêndio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas as mulheres..., meu Deus, são vitimas trágicas da moda! De um ano para o outro são capazes de ter que mudar o guarda roupa inteiro, se a mudança de moda nesse ano for demasiado radical.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pergunto-me se este conceito de moda não terá sido inventado pelo sexo masculino para, mantendo a mulher ocupada, conseguir refrear, ou pelo menos atrasar, o crescendo de dominância que a mulher está a ter nas sociedades de hoje. Enquanto elas desperdiçam tempo e energia na complexa azáfama das compras, eles vão tendo algum tempo extra para queimarem os últimos cartuxos da preponderância masculina na sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho uma grande curiosidade em saber quem, na realidade, define a moda. Que personagem fantástica é capaz de decidir uma tendência e pôr o mundo inteiro a vestir-se de acordo com as regras por si determinadas. Vejo essa personagem ditatorial como uma nova versão de Hitler, mas neste caso, um Hitler orientado para futilidades e não para a política e para a guerra (pensando melhor, não existem maiores futilidades que a guerra e a política).&lt;br /&gt;Se analisarmos bem esta questão este personagem é potencialmente bastante mais perigoso que o patológico fascista, uma vez que este convenceu apenas um país e um povo, enquanto que o nosso “guru da moda” consegue convencer e levar o mundo inteiro atrás, independentemente de raça ou de credo, conseguindo até que pessoas com alguma inteligência e bom senso se vistam de forma completamente ridícula. Se acham que estou a exagerar, lembrem-se do que aconteceu nos anos oitenta, com roupas e penteados que iam do ridículo ao inconcebível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim... não sei onde surge este conceito, mas é uma pena que as “modas” que vão surgindo estejam mais orientadas para roupas e outras futilidades várias, do que para fins mais úteis e nobres como, por exemplo, ajudar os verdadeiramente carenciados.&lt;br /&gt;Já imaginaram se a moda fosse agora ajudar o próximo?&lt;br /&gt;Se assim fosse, e se gastássemos nesse objectivo apenas um décimo do que se gasta na dita “moda”, garantidamente conseguiríamos reduzir, de uma forma significativa, o sofrimento no mundo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35787980-1861277545115630405?l=cronicasfm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasfm.blogspot.com/feeds/1861277545115630405/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35787980&amp;postID=1861277545115630405' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35787980/posts/default/1861277545115630405'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35787980/posts/default/1861277545115630405'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasfm.blogspot.com/2007/04/moda.html' title='Moda'/><author><name>FM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02222801480580641962</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6586/3942/1600/Thai12F006d.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35787980.post-3278735008523220913</id><published>2007-04-23T15:54:00.000Z</published><updated>2007-05-16T08:23:23.594Z</updated><title type='text'>"Copo meio cheio, meio vazio"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A forma como olhamos para a vida é uma sequência de meios copos. Copos meio cheios alternados com copos meio vazios.&lt;br /&gt;Algures no meio desta alternâncias vamos definindo a nossa felicidade, felicidade essa que depende da nossa capacidade de ver o meio copo meio cheio, ou de tentar não ver o copo meio vazio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando desejamos algo em demasia, a vida nesse momento assemelha-se a um copo meio vazio. Quando não esperamos ou não exigimos muito, o que se nos depara pelo caminho é antes um copo meio cheio. Poucos são os que olham para o seu copo com a capacidade de o ver cheio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A esperança ou a ambição, apesar de diferentes, levam-nos a procurar a metade que falta encher. Não há nisso nada de mal, desde que não nos esqueçamos que a metade existente deve ser aproveitada, gozada e vivida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se nos dermos ao trabalho de olhar para a metade do copo existente, poderemos talvez descobrir que essa água é afinal um enorme oceano, uma mar de vida que se nos dermos ao trabalho de mergulhar nele não teremos mãos a medir com tudo o que aí há para ser vivido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa metade pode ser uma família que se preocupa connosco, o apoio dos amigos, a companhia da pessoa amada, ou apenas um sorriso de alguém simples que passou por nós e que nos faz lembrar que vale a pena viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas apesar disso, a maioria preocupa-se mais em procurar a metade que falta do que aproveitar a metade que tem. Mesmo não sabendo bem o que procurar. Em alguns casos essa outra metade é como se fosse a água duma miragem no deserto, que está sempre à vista e que, por mais quilómetros que palmilhemos, nunca conseguimos alcançá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos partir e percorrer o mundo inteiro à procura da metade do copo que falta encher, mas depois de partir e trotar o mundo à procura dessa água rara e esquiva, podemos descobrir que essa água poderia ser encontrada tanto no fim do mundo como naquela fonte que sempre correu ao lado da nossa casa, na aldeia onde nascemos.&lt;br /&gt;Mas, para chegar a essa conclusão, é necessário ter primeiro bebido muita água, de muitas fontes, de muitos lugares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez não seja obrigatório parar, deixar de correr atrás da metade em falta, mas não devemos ignorar o meio copo que já temos. Sentem-se e bebam em grandes tragos o vosso meio copo, e talvez descubram que essa metade estará sempre lá, como uma cornucópia da abundância que nunca se esgota. Essa metade tem a água suficiente para matar a sede até ao fim dos nossos dias independentemente de nos parecer meio cheio ou meio vazio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A metade que falta, em alguns casos, pode ser apenas um engodo da nossa ambição que não nos deixa descansar para gozar a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que existe no mundo afinal são copos de muitos tamanhos porque a água que temos é sempre a mesma para todos, e o segredo para encontrar a felicidade e ter tempo para gozar a vida passa por não querer ter copos demasiado grandes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para se ser feliz talvez seja necessário apenas diminuir ligeiramente o tamanho do copo das nossas expectativas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35787980-3278735008523220913?l=cronicasfm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasfm.blogspot.com/feeds/3278735008523220913/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35787980&amp;postID=3278735008523220913' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35787980/posts/default/3278735008523220913'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35787980/posts/default/3278735008523220913'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasfm.blogspot.com/2007/04/copo-meio-cheio-meio-vazio.html' title='&quot;Copo meio cheio, meio vazio&quot;'/><author><name>FM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02222801480580641962</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6586/3942/1600/Thai12F006d.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35787980.post-116656193155478571</id><published>2006-12-19T20:29:00.000Z</published><updated>2007-05-17T11:14:39.594Z</updated><title type='text'>Sorrisos</title><content type='html'>Sorriam!!! O mundo está cheio de coisas boas!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há sempre alguma razão para sorrir, tal como há sempre alguma razão para estar mal disposto. A diferença está na escolha de uma dessas razões para pautar o nosso dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É engraçado como nós, conseguimos ser o que há de melhor neste mundo, mas conseguimos também ser o que há de pior. Qual será o decisor, o gatilho que faz uma pessoa ser simpática, ter uma atitude altruísta e bonita para com os outros, e que outro gatilho nos faz, passados dias, andar antipáticos e, eventualmente, sermos capazes de atitudes más e mesquinhas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós somos aquilo que fazemos!! E tudo o que fazemos gera energia!! É essa energia que passamos aos outros. O que eu chamo de energia são apenas as nossas atitudes e o poder que elas têm de influenciar quem nos rodeia. A disposição que pomos no nosso dia a dia é transmitida a todos que nos rodeiam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para tentar explicar-me melhor imaginem estas duas situações:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordarmos ao lado de uma pessoa bem disposta e carinhosa. Sairmos de casa e, antes de entrar no carro, pararmos num café onde somos atendidos por uma pessoa a extravasar boa disposição que, com um sorriso de orelha a orelha, nos deseja um dia radioso. Que a seguir, na banca dos jornais somos atendidos simpática e alegremente. O jornal que compramos só traz e que o jornal só traz noticias boas (a notícia duma família que adoptou uma criança abandonada; outra duma pessoa doente que recebeu tais donativos que finalmente foi operada e se salvou; que o Brasil criou a maior reserva natural do mundo, para salvar a floresta amazónica; que as maiores companhias do mundo decidiram dar uma boa parte dos seu lucros para obras de caridade e preservação do ambiente; que a exploração infantil finalmente acabou, etc, etc...).&lt;br /&gt;Entramos depois no nosso carro e, no cruzamento seguinte, o condutor à nossa direita, com um sorriso e com um gesto simpático dá-nos passagem; ao chegar ao trabalho, os colegas recebem-nos com um sorriso de boa disposição e dão-nos a entender que para qualquer problema que possa surgir haverá sempre alguém disposto a ajudar. E por aí fora, ao longo de todo o dia...&lt;br /&gt;É difícil com tudo isto a pessoa não se sentir bem! Porquê? Porque sem nos apercebermos fomos continuamente recebendo energia positiva!!!&lt;br /&gt;Todas as situações do dia a dia atrás referidas (com excepção das notícias do “jornal maravilha”) já me aconteceram; assim, o que acabo de relatar não é de todo impossível. O que é difícil é acontecerem todas no mesmo dia com este encadeamento fantástico!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora imaginem a situação oposta: acordam e, logo de manhã, começam com uma discussão. Ao saírem de casa e ao pararem no café são mal atendidos (a chávena é quase atirada para cima do balcão com tal má vontade que se entorna e vos suja a roupa). Que na banca dos jornais o jornaleiro nem olha para vós, limitando-se a estender o jornal acompanhado de um “grunhido” de enfado na entrega do troco. Ao olharmos para o jornal deparamos com mais um teste nuclear; mais uma guerra a provocar milhares de desalojados; ficamos a saber que mais alguns milhares de hectares de floresta foram queimados; que existem mais alguns milhares de seres a morrem de fome; ou ainda um tio que matou à facada a sogra da prima; etc, etc...). Depois de ler tudo isso entramos no nosso carro e um tipo qualquer de um qualquer carro atravessa-se brutalmente à nossa frente e ainda nos agride com um palavrão, deixando-nos irritados por não termos tido sequer a oportunidade de lhe responder à altura; que quando chegamos finalmente ao nosso destino, o local de trabalho, somos ignorados ou depreciados. E aí por diante...&lt;br /&gt;Quase ninguém consegue resistir a esta sequência e ficar bem disposto depois disto tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostaria de poder dizer, tal como no caso anterior, que este encadeamento de situações também é pouco provável acontecer..., mas não é!!! É preocupante pensar nisso, mas esta sequência de acontecimentos não é de todo incomum!! Todos nós já passámos por algo parecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual o porquê de a sequência positiva ser tão mais incomum que a sequência negativa? Mais estranho se torna se pensarmos que qualquer das atitudes ali tomadas, quer as boas quer as más, são perfeitamente possíveis e que está apenas na nossa mão escolher qual delas tomar.&lt;br /&gt;Então porquê?? Porque anda o mundo mais frequentemente mal disposto do que bem disposto? Porquê acharmos que, se uma pessoa é antipática, também nós temos que o ser? A que propósito?&lt;br /&gt;Por todos pensarmos dessa forma é que raramente vemos sorrisos ao longo do nosso dia; mas a culpa é apenas nossa, porque embarcamos todos nessa onda de não sermos simpáticos por os outros também não o serem.&lt;br /&gt;Já pensaram que quem é antipático, talvez o seja apenas por ter sido maltratado desde que saiu de casa? Coitado!! Então porquê, apesar do seu ar antipático, não retribuir com um sorriso e não lhe desejar um óptimo dia? Resulta, se o fizermos!! Ocasionalmente até temos boas surpresas decorrentes do facto de respondermos com simpatia a quem é antipático; é possível que a seguir vejamos esse alguém compreender que não havia razão para ter sido antipático e vê-lo tentar, para se redimir, ser simpático de alguma forma; possivelmente até de uma forma inusitada, forçando situações cuja oportunidade até já tinham passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma pequena história que ilustra bem o princípio que defendo:&lt;br /&gt;Um avô ia todos os dias levar o neto à escola e, no caminho, paravam num quiosque de jornais onde todos os dias comprava o jornal.&lt;br /&gt;Sistematicamente o jornaleiro era antipático e carrancudo ao atendê-lo, mas o avô lhe respondia sempre com simpatia e num tom cordial. Passado algum tempo a criança perguntou ao avô porque é que tratava bem uma pessoa que era tão antipática. O avô deu-lhe duas justificações que eu acho brilhantes: 1º que ele possivelmente não seria antipático mas sim infeliz, e que o facto de ele comprar ali o jornal todos os dias, com boa disposição, poderia ser uma forma de ajudar a melhorar o dia dessa pessoa infeliz. A 2ª, a meu ver mais brilhante ainda, perguntou ao neto o que achava ser melhor; a antipatia ou boa disposição?&lt;br /&gt;O neto respondeu prontamente - A boa disposição...!&lt;br /&gt;- Claro!!! Não achas então que o melhor deve prevalecer sobre o pior? Se eu fosse antipático com ele deixaria que o pior prevalecesse sobre o melhor. Se eu deixar de ser bem disposto por causa da sua má disposição, permitiria que o que é negativo anulasse o positivo.&lt;br /&gt;Acho esta história brilhante!!!&lt;br /&gt;Nós semeamos aquilo que colhemos e, se pensarmos assim, a tal história que sempre ouvimos sobre os ensinamentos de Cristo, o dar a outra face, talvez faça realmente sentido, um sentido mais lato que aquele que nos ensinaram na catequese.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu criticava a hipocrisia das pessoas no Natal. Porque é que os seres que se borrifavam para os outros ao longo de todo o ano, de repente, nesta época e apenas porque é Natal, resolvem lembrar-se de toda a gente?&lt;br /&gt;Agora já não critico. O Natal é, na verdade, uma época verdadeiramente especial!!!&lt;br /&gt;É especial porque nós a fazemos especial. Talvez decorrente de alguma pureza infantil que todos conservamos, no Natal estamos mais crentes nos outros, achamos que todos são mais simpáticos; como tal, sorrimos mais. Se todos pensarmos assim (ou pelo menos a maioria) geraremos uma onda de sorrisos e de energia positiva contagiante e, sem nos apercebermos bem porquê, todos começarão a acordar mais bem dispostas, a andar mais alegres, a acreditar mais uns nos outros; sem darmos por isso sorriremos mais para os outros e, eles por sua vez , tal como nós, a receberem mais sorrisos também.&lt;br /&gt;O Natal gera sem dúvida uma onda de energia positiva. Seria só preciso conseguirmos lembrarmo-nos disso ao longo do ano, mais vezes, e praticar um pouco mais, já que um sorriso deve provocar uma reacção em cadeia a ser continuada. Algo do tipo: -“Passa ao outro e se quiseres também ao mesmo”-&lt;br /&gt;O sorriso, a simpatia e a boa disposição são elementos fantásticos na nossa vida e; quem os conseguir pôr em prática é capaz de mover montanhas!!!&lt;br /&gt;Feliz Natal!! E desejo-vos uma vida plena de sorrisos!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S. Dedico este texto ao meu Avô Zeca.&lt;br /&gt;Ele foi a pessoa mais optimista, mais plena de sorrisos e mais simpática, que alguma vez conheci!! Ele era uma verdadeira lufada de ar fresco, para todos os que o rodeavam e por onde quer que passasse!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35787980-116656193155478571?l=cronicasfm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasfm.blogspot.com/feeds/116656193155478571/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35787980&amp;postID=116656193155478571' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35787980/posts/default/116656193155478571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35787980/posts/default/116656193155478571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasfm.blogspot.com/2006/12/sorrisos.html' title='Sorrisos'/><author><name>FM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02222801480580641962</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6586/3942/1600/Thai12F006d.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35787980.post-116485660689320837</id><published>2006-11-30T02:58:00.001Z</published><updated>2010-03-24T11:37:51.558Z</updated><title type='text'>"Férias"</title><content type='html'>Férias!!! O que é isso? O que são realmente as férias?&lt;br /&gt;Será apenas uma pausa no nosso quotidiano? Será descanso? Será quebrar a rotina? Ou simplesmente enterrar a cabeça na areia (de uma praia) e ficar a torrar ao sol sem pensar em nada??&lt;br /&gt;Para fazer férias será necessário uma semana, 15 dias, um mês, ou mais?&lt;br /&gt;Há quem julgue que fazer férias é apanhar um avião, fazer milhares de quilómetros para ficar numa praia, não tão diferente assim das que temos à porta de casa, a umas dezenas ou centenas de quilómetros.A areia pode ser mais branca, ter um coqueiro a mais e a água ser um pouco mais quente que a praia de nossa casa, mas será que é isso que faz a diferença? O que procuramos afinal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maioria, quando vai para um país estranho (o termo mais correcto seria diferente), faz geralmente aquilo a que eu chamo de “Férias de redoma de vidro”, em que teimam em levar o seu mundo consigo, escolhendo locais que lhes permitam um conforto à sua própria imagem. É como se levassem atrás, a sua casa ou um pedaço do seu país, uma pequena ilha de terreno familiar que os envolve e que os faça sentir seguros e que lhes permita olhar esse novo mundo estranho a uma distancia confortável, sem serem obrigados a ter uma grande interacção com o observado nem terem que entrar muito no mundo visitado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o irónico é que quando se volta dumas férias assim, apenas se esteve envolvido por tudo aquilo do qual nos queríamos inicialmente afastar e não se aprendeu nem se absorveu muito de novo, que passe a fazer parte de nós (para além de um escaldão ou outro, que passa quando acabamos de pelar os últimos vestígios dum bronze recém adquirido).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas afinal fazemos férias de quê? Do trabalho? Da nossa rotina? Da nossa família e dos que nos envolvem com os seus problemas? Ou dos que nos envolvem lembrando-nos os nosso próprios problemas? Férias é um pouco disso tudo, mas é também muito mais que isso!!! Quando embarcamos numa viagem dessas acabamos por gastar muita energia esforçando-nos por limpar a nossa cabeça dos nossos problemas, da nossa rotina, para nos sentirmos diferentes e mais leves, quando só teríamos que olhar para fora e à volta para conseguir isso.&lt;br /&gt;Na realidade queremos limpara a nossa cabeça de nós próprios, fazer uma pausa. Mas isso é tão fácil se pensarmos nos outros. Foquem a vossa atenção nos outros, dêem-se ao trabalho e tenham a curiosidade de ver o quotidianos dos visitados, perceber as suas preocupações, os seus valores, a sua forma de olhar para a vida, as suas crênças e verão como o vosso espírito crescerá e aprenderá muito, sentindo-se em férias, sem ser necessário estarem a fazer o tal grande esforço para isso acontecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O choque de entrar noutra cultura, e perceber outras formas de encarar a vida é o melhor que se pode tirar duma viagem. Sentir o ambiente, as pessoas e o ritmo próprio do local (e não falo de música mas sim do ritmo de vida). Aí sim o nosso espírito vai fazer uma viagem e férias de nos próprios, crescendo com a experiência e vivência vivida e observada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Férias para mim (e não tem que ser forçosamente para os outros) é viajar, conhecer outras realidades, outras culturas, outras formas de estar na vida, outras formas de olhar para a vida e até mesmo de compreender a vida.&lt;br /&gt;Férias é não ter um objectivo específico e deixar o nosso espírito beber e aprender tudo o que nos rodeia. É não ter planos nem obrigações e simplesmente deixar a viagem ir acontecendo. E o mais engraçado é que nessa situação até mesmo as surpresas que na altura nos parecem desagradáveis se tornam uma lição que nos ajuda a conhecermo-nos melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu ideal de férias é comprar um bilhete de avião, para um outro local, uma outra cultura, e para completar a ementa... para um outro clima. Pode ser um clima mais quente ou mais frio, desde que seja diferente. Experimentem não ter sequer um hotel marcado e deixarem a viagem simplesmente acontecer. Não se preocupem com o destino e aproveitem o caminho, as paisagens que vão vendo, aquilo que nos vai acontecendo e as pessoas que vão encontrando. Tudo vos envolverá com uma razão de ser própria e oportuna, só é preciso ter o espírito aberto para poder tirar o verdadeiro partido disso. Tomem tempo para conhecer as pessoas no vosso caminho e verão que em todo o lado há sempre alguém (ou muitos “alguéns”) que vale a pena conhecer. Alguém que vai partilhar connosco a sua forma de olhar a vida, e que sem nos apercebermos vai-nos deixar muito mais ricos. Esse conhecimento não é emprestado, é oferecido e acompanhar-nos-à o resto das nossas vidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apanhar os transportes locais em vez do transporte exclusivo que nos leva do aeroporto ao pomposo “resort”, mantendo-nos protegidos da quarentena ameaçadora da população local, pode ser um mundo de experiências, uma das melhores formas de perceber a realidade dessa população.&lt;div&gt;Aceitar a hospitalidade e simpatia que aí nos é oferecida pode ser das maiores surpresas e das melhores experiências.&lt;br /&gt;Deixar de ter medo da “suposta ameaça” que representam essas populações estranhas pode resultar numa agradável surpresa, numa cura para muitos males que nós próprios padecemos sem nos apercebermos.&lt;br /&gt;Aceitar um convite para tomar uma água, num alpendre dum velhote simples e analfabeto, que nos viu passar e achou que precisávamos de um momento de descanso para recompor as forças, pode ser o início de uma viagem de conversa, de sabedoria de vida, de uma rectidão e generosidade surpreendentes, descobrindo uma pessoa como raramente se encontra hoje em dia.&lt;br /&gt;Aceitar a hospitalidade duma família simples, ficando a conhecer que ainda há pessoas que sem nos conhecerem de lado nenhum, nos recebem de braços abertos, com uma sinceridade genuina e um prazer em receber e agradar, tratando-nos como filhos adoptivos, dando e partilhando tudo o que têm e que até lhes pode fazer falta, de tal forma que até ficamos comovidos e ao mesmo tempo envergonhados, quando pensamos se teríamos feito o mesmo por eles se tivessem vindo ao nososo país, sem pensarmos que se estavam a querer aproveitar de nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se nos permitirmos isso, e formos com esse espírito serão colocadas as pessoas certas no nosso caminho, que farão da nossa viagem uma vivência única.&lt;br /&gt;É esse tipo de vivência, de nos permitirmos conhecer as pessoas dos locais que visitamos, de parar para conversar, e para ouvir o que têm para nos dizer, e de não ter pressa nem objectivos, que nos vai permitir trazer para casa uma riqueza permanente que não vai desaparecer com o tal bronze que trouxemos emprestado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora tudo isto que aqui referi, pode ser, sem qualquer dificuldade, aplicado à nossa vida, e não só à nossas férias...&lt;br /&gt;Para a maioria de nós, cada dia é apenas um "ilustre degrau desconhecido" numa escadaria, em que os nossos olhos fitam apenas o cume, o fim do caminho, o dito futuro, ignorando as riquezas de vida e de alma que se encontram em cada degrau, ou em cada dia.&lt;br /&gt;Um amigo meu leu uma vez escrito na parede de uma casa de banho, escrito por um “back-packer”, “Life is a jorney, not a destination!!!”&lt;br /&gt;Não devemos condicionar cada dia com base numa falsa promessa de futuro. O Futuro é apenas o presente do amanhã. E o Presente é apenas o Futuro de ontem.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Só temos é que aproveitar e viver o presente. Em toda a nossa vida nunca iremos viver o futuro!! Iremos sempre, mas sempre, viver o presente. O futuro só será vivido no momento em que se torna presente...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;É preciso estarmos mais abertos para o que nos envolve, focando a nossa atenção no dia a dia, focando menos a nossa atenção nos nossos objectivos de futuro e desviá-la para o simples presente ao nosso lado.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35787980-116485660689320837?l=cronicasfm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasfm.blogspot.com/feeds/116485660689320837/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35787980&amp;postID=116485660689320837' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35787980/posts/default/116485660689320837'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35787980/posts/default/116485660689320837'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasfm.blogspot.com/2006/11/frias.html' title='&quot;Férias&quot;'/><author><name>FM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02222801480580641962</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6586/3942/1600/Thai12F006d.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35787980.post-116472272371401344</id><published>2006-11-28T14:04:00.000Z</published><updated>2007-05-17T11:13:44.591Z</updated><title type='text'>Espontaneidade</title><content type='html'>Não se pode ser espontâneo!!!&lt;br /&gt;Lembram-se de quando foi a última vez que foram espontâneos, em qualquer tipo de espontaneidade?&lt;br /&gt;Já vos apeteceu, por exemplo, chegar à praia e numa duna desatar a rebolar por ali abaixo, e não fazê-lo porque há pessoas a ver que nos podem achar doidos? Doidos porquê??? Se provavelmente lhes apetece fazer o mesmo? Ou então estarem tão felizes que vos apetece dançar! Decerto que a todos nós já apeteceu isso! Mas já o fizeram ou viram alguém fazê-lo? Não? Eu também não!&lt;br /&gt;Ou então chegarem ao pé de uma pessoa de quem gostem e espontaneamente dizer pura e simplesmente – "Gosto mesmo de ti", ou "És uma pessoa fantástica" ou, numa versão mais formal "Admiro-te imenso".&lt;br /&gt;Não, quase ninguém tem coragem de o fazer! Não é que não queiram, simplesmente acham que não podem! E como acham que não podem, sentem-se mal ao verem alguém fazê-lo, alguém que ainda tem a coragem de ser espontâneo e, como sentem inveja pela espontaneidade dos outros, criticam e ridicularizam a pessoa invejada.&lt;br /&gt;E assim, algo que todos gostaríamos de conseguir, ser genuinamente espontâneos, fica anulado pela nossa própria insegurança e mesquinhez&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já vos aconteceu olharem para alguém que mal conhecem e sentirem de imediato uma identificação incrível que vos faz apetecer chegar ao pé dela e dizer-lhe que gostavam de a conhecer melhor, de ser o seu melhor amigo, ou de casar com ela para o resto da vida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alto! Cuidado! Não digam nada! Ou será um caso de “Crash &amp; Burn”.&lt;br /&gt;Não podemos ultrapassar determinados procedimentos de conduta. A espontaneidade de um sentimento puro só terá possibilidade de sobreviver se forem respeitadas uma série normas pré estabelecidas (que de espontâneo não têm nada).&lt;br /&gt;Um exemplo? Imaginem que um homem vê uma mulher, que nunca vira antes, e por quem sente uma imediata comunhão!! Imaginem que o que ele sentia era o mais puro dos sentimentos, aquele que nos leva simplesmente a querer saber mais sobre aquela pessoa. Agora imaginem-no a dirigir-se a ela e a dizer-lhe tudo isto... Como ela fugiria a sete pés...!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não!! Mesmo que sintamos esse tipo de sentimentos puros e espontâneos, se queremos que o relacionamento com essa pessoa possa ter qualquer tipo de continuidade, temos que “calar” a pureza e espontaneidade do que sentimos e dar início a uma série de normas estereotipadamente impostas, a uma série de superficiais processos de conduta que levem a uma gradual confiança, por forma a permitir um dia se poder vir a dizer tal coisa, sem sermos vistos como perfeitos loucos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a falta de confiança, ou a desconfiança em que vivemos, e da qual nos queixamos, que nos leva a não acreditar em alguém que venha ter connosco com um tipo de conversa de abordagem desse género. Pode ser verdadeiro, sincero e até desinteressado, mas não nos imaginamos a acreditar em alguém que nos aborde dessa forma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As únicas excepções que me ocorrem seriam: ou uma criança, ou alguém com deficiência mental visível. Se uma delas nos propusesse espontaneamente ser nosso amigo, aí sim nós acreditaríamos!! Porquê? Porque nesses casos conseguimos ainda acreditar na ingenuidade, simplicidade e sinceridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porquê não acreditarmos num adulto, na posse de todas as suas capacidades, se ele já foi uma criança?&lt;br /&gt;Será que a imagem que temos do nosso crescimento e evolução é de tal forma negativa, que tiramos todo e qualquer crédito à sinceridade e boas intenções que outros seres adultos possam ter? Acho que não!! Mas então o porquê desta nossa descrença na sinceridade dos sentimentos dos outros?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostava de pertencer a uma outra realidade onde, caso sentíssemos algo de especial por alguém pudéssemos simplesmente chegar ao pé dela e dizer: “És uma pessoa especial e quero conhecer-te”; ou, como no Livro “O Principezinho” de Saint Exupéry, quando a raposa diz ao Principezinho: “Cativa-me e deixa que eu te cative”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a realidade é bem diferente! Se alguém tiver a coragem de se colocar na pele da raposa de Saint Exupery e chegar ao pé de outra pessoa e disser cativa-me, apenas quatro possibilidades podem ocorrer:&lt;br /&gt;No caso de ser um homem a dizer algo do género a uma mulher, a abordagem seria provavelmente interpretada como um convite ao sexo. Ele seria provavelmente visto como um predador sexual sem escrúpulos a utilizar uma capa de cordeiro.&lt;br /&gt;Se fosse um homem a fazer essa abordagem a outro homem, seria logo apelidado de maricas ou de homossexual.&lt;br /&gt;Se fosse uma mulher a fazê-lo em relação a um homem, ele fugiria a 1001 à hora. Ele pensaria indubitavelmente que só uma desequilibrada, uma "lapa" carente, abordaria alguém dessa forma.&lt;br /&gt;Se uma mulher o fizesse em relação a outra mulher, esta última pensaria “o que é que esta gaja quer!! o que é que ela anda a maquinar”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E vamos todos andando assim desconfiados nesta sociedade de inseguros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, depois disto tudo, se conhecerem alguém que achem especial, tenham cuidado com o que dizem, pensem duas vezes antes de darem largas à vossa espontaneidade e de atropelarem as tais "normas" de conduta e comportamento social. Se o fizerem, talvez um dia possam estar em posição de lhe dizer que ela é especial e ela acreditar sem vos achar doidos.&lt;br /&gt;É uma pena que assim seja, mas é assim que funciona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A probabilidade de se encontrarem duas pessoas, uma que tenha a coragem de agir espontaneamente, e a outra de acreditar na espontaneidade da primeira, é menor do que sair a lotaria.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35787980-116472272371401344?l=cronicasfm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasfm.blogspot.com/feeds/116472272371401344/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35787980&amp;postID=116472272371401344' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35787980/posts/default/116472272371401344'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35787980/posts/default/116472272371401344'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasfm.blogspot.com/2006/11/espontaneidade.html' title='Espontaneidade'/><author><name>FM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02222801480580641962</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6586/3942/1600/Thai12F006d.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35787980.post-116069930038164861</id><published>2006-10-13T00:18:00.000Z</published><updated>2006-10-13T00:43:20.076Z</updated><title type='text'>"Olhares"</title><content type='html'>Sento-me às vezes a ver o mundo passar.&lt;br /&gt;Olhar para as preocupações de quem passa, reparar que a preocupação de sobreviver é maior que a de existir, que o seu pensamento não sai de si.&lt;br /&gt;Poucas pessoas existem conscientemente. Dá menos trabalho existir da sobrevivência diária.&lt;br /&gt;Os elementos da paisagem se é que assim se podem chamar existem para quem passa apenas como obstáculos ou elementos figurativos do seu trajecto e raramente são vistos como elementos de pleno direito.&lt;br /&gt;Quem passa não vê, olha apenas.&lt;br /&gt;Olha o caminho para poder passar, olha para se desviar, olha os vultos que passam com ele mas não vê. Não vê o que faz nem porque o faz, ou se alguém passa por ele a fazer.&lt;br /&gt;Uma vez ou outra passa alguém que faz, que sabe e sente, mas opta por seguir despreocupadamente no rebanho para não destoar. Não o censurem, se não o fizesse era tomado por suspeito ou tornava-se em alvo de atenção geral, olhado talvez como um animal exótico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E vão todos passando...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejo um miúdo passar com o seu cão pela mão, levava um olhar mortiço e desiludido de quem não sabe ainda misturar-se no meio da indiferença. Ele não deve ter ainda preocupações reais e as suas necessidades, naquele momento, são apenas as do cão e que este se despache com elas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejo depois um olhar obtuso de números e rituais, poderia ser de um escriturário, empregado bancário ou qualquer outro personagem com idêntico aprumo de ridículo fardamento. A sua provável única preocupação é o medo de ter que lidar com qualquer elemento que não encaixe nos seus rituais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rebolando passou uma criatura anafada, com um olhar arregalado, provavelmente sedenta de coscuvilhices alheias, sumarentas se possível. Esta deve viver para seu deleite os problemas dos outros, de tal forma que a única alegria que deve sentir é a do alívio de não serem realmente seus os problemas que chora (se é que chega a chorar). Caso esta fonte quase infindável de preocupações se esgote deve ver novelas e ler romances de sopeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passou depois um olhar pontual, alguém com o aspecto forçadamente desmazelado de artista. Este não via mas ia fixando de passagem o olhar em pontos notáveis como quem procura desesperadamente uns quaisquer lampejos de inspiração. Ia de tal forma fechado no seu mundo que ia atropelando o miúdo que continuava a passear o cão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passou depois um olhar seráfico, essa era linda, com um olhar assim certamente que via e sabia até mais do que devia, mas muito pouco deveria merecer a sua atenção. E passou como os outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejo então passar um velhote, com uma expressão viva e atenta, como se carregado de pensamentos estivesse, e a ver!! Um olhar profundo de quem vê por gosto.&lt;br /&gt;Parou sem pressa ao pé do miúdo ainda necessitado das necessidades do cão, fez de passagem uma festa na cabeça do miúdo enquanto se baixava para olhar o cão. Era um rafeiro enfezado e feio mas olhou-o "como a gente grande", afagou-o e dirigiu algumas palavras ao miúdo, ao que o olhar mortiço se transformou num olhar radiante. O velhote levantou-se e fez de passagem um olhar de aprovação ao miúdo enquanto se virava para seguir caminho. Inchado de orgulho no seu rafeirote, seguiu também caminho o miúdo, levando agora um novo mundo consigo e já esquecido da sua vontade nas necessidades do cão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O velhote? Esse seguiu numa passada calma, o seu semblante levava a satisfação de quem se lembrou de um gosto passado, vivido na altura certa. Perdi-o de vista ao virar da esquina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paguei e levantei-me da esplanada encerrando assim a minha distracção contemplativa. Podemos olhar, brincar ou especular sobre o mundo que passa enquanto anónimo ou não reclamado por alguém. Se a continuasse estaria apenas a querer usurpar ou desrespeitar o mundo que de direito seguiu com o velhote.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35787980-116069930038164861?l=cronicasfm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasfm.blogspot.com/feeds/116069930038164861/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35787980&amp;postID=116069930038164861' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35787980/posts/default/116069930038164861'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35787980/posts/default/116069930038164861'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasfm.blogspot.com/2006/10/olhares_13.html' title='&quot;Olhares&quot;'/><author><name>FM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02222801480580641962</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6586/3942/1600/Thai12F006d.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35787980.post-116064813482474302</id><published>2006-10-12T09:52:00.000Z</published><updated>2006-10-12T11:12:29.256Z</updated><title type='text'>"Justiça Divina"</title><content type='html'>”Deus na sua infinita justiça..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre que oiço esta frase questiono-me sempre sobre o tipo de justiça aqui referida.&lt;br /&gt;Apetece-me dirigir para quem o diz, forçar o ar mais inocente de baralhação, levantar o indicador com uma falsa vergonha e perguntar como quem fala com uma criança de cinco anos:&lt;br /&gt;-Importa-se de me explicar o que é isso de "Deus e a sua infinita justiça"?&lt;br /&gt;Ficando a seguir a observar os esgares parvos que vêm associados ao leque de respostas prováveis:&lt;br /&gt;O de uma ignorância atrapalhada de quem não teve sequer elasticidade mental para questionar individualmente Deus, o infinito ou a justiça e é confrontado de uma só vez com "Deus na sua infinita justiça";&lt;br /&gt;O ar doutoral de quem sabe explicar o significado lexical de cada uma das palavras e que se sente na obrigação de dizer algo profundo e filosófico;&lt;br /&gt;O daqueles que se viram para nós indignados perguntando - Não sabe o que é Deus e a sua infinita justiça ? que Ele tenha piedade de si- ao que eu contraporia - defina-me a piedade d'Ele- mas não, não o faço, com esse se o fizesse apenas conseguiria manter-me interminavelmente num despique inútil de chavões religiosos com alguém que nos olha num misto de falsas pena e preocupação.&lt;br /&gt;Como eu gostaria encontrar alguém que perante essa pergunta apenas respondesse: - Não sei, não faço a mínima ideia, nem sei quem possa saber!! Talvez uma criança... sim pergunte a uma criança, poderá ser talvez a única que lhe poderá dar uma resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma criança sabe-a, sente-a, mas na sua ignorância e inocência puras será que a compreende? E se não a compreende como é que ma pode explicar? E se a compreender e conseguir explicar, serei eu capaz de a entender? Se o divino nos envolve, se está presente em todas as manifestações, se é omnipresente e mesmo assim não o alcanço porquê o iria entender da boca duma criança, por mais explícita que esta fosse? A resposta (que não é resposta nenhuma) poderá estar em não pensar em nada, manter o pensamento livre de pensamentos, e sentir, ser apenas uma estrada franca por onde flúem emoções sem as reter, questionar ou avaliar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a dúvida persiste, talvez não sobre a justiça divina perante a qual assumi a minha ignorância e perplexidade, mas antes sobre a interpretação dela feita por quem infelizmente não teve dúvidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem é que de nós tem a lata de invocar a justiça divina?&lt;br /&gt;Se nós somos parte de Deus a justiça divina é na realidade feita por todos nós. Mas no estado em que a nossa sociedade está, vai levar ainda uma eternidade até que esta nossa justiça possa ser considerada "divina" ou sequer justa.&lt;br /&gt;O mais hilariante nisto tudo, nesta nossa sociedade, é que em vez de andarmos todos a lutar por uma justiça realmente justa, está (desgraçadamente) assumido pela maioria, que o mundo é injusto e como resultado anda é tudo a lutar para que ao menos a injustiça seja em seu favor e em desfavor dos outros. E assim de justiça em injustiça andam todos a tentar comerem-se uns aos outros. E depois têm a distinta lata de se queixarem da justiça divina!!!!! Tenham paciência!!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À parte disso continuo com outras dúvidas acerca da justiça divina!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A justiça implicará aceitação, recompensa, castigo ou perdão?&lt;br /&gt;A minha maior dúvida sobre a justiça divina é a incerteza entre a justiça do castigo ou do perdão. Essa incerteza deixa-me sempre na dúvida se posso pecar por ter perdão ou não pecar por ter castigo.&lt;br /&gt;É referido na bíblia que não há maior alegria que o arrependimento de um pecador. Se isto é verdade, se há mais alegria nos céus pelo pecador arrependido que pelo Santo imaculado, porquê privar o Santo, se com uma vida inteira de pecado e redenção o pecador alcança tanto que o Santo sacrificado. Isto é injusto!!! Valerá o sacrifício, que por esta injustiça, a revolta pelo Santo sentida mate o santo que nele existe?&lt;br /&gt;Poderíamos contrapor que, se fosse realmente Santo não sentiria revolta. Mas se não sentisse revolta nunca descobria que não era santo. E morreria santo como outros que por serem realmente Santos não sabem o que é a revolta. A linha que separa o Santo de ocasião do Santo de pura alma deve ser muito ténue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuo na dúvida...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez faça essa pergunta a um condenado. Um condenado revoltado com a justiça comum terá pelo menos uma opinião acerca da justiça divina.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35787980-116064813482474302?l=cronicasfm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasfm.blogspot.com/feeds/116064813482474302/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35787980&amp;postID=116064813482474302' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35787980/posts/default/116064813482474302'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35787980/posts/default/116064813482474302'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasfm.blogspot.com/2006/10/justia-divina.html' title='&quot;Justiça Divina&quot;'/><author><name>FM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02222801480580641962</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6586/3942/1600/Thai12F006d.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35787980.post-116057009353258575</id><published>2006-10-11T12:30:00.000Z</published><updated>2007-04-27T15:45:57.528Z</updated><title type='text'>"Decisões"</title><content type='html'>Quando temos alguma decisão importante a tomar na nossa vida e não sabemos o que fazer (por um lado queremos muito fazê-lo, por outro achamos que não devemos) há uma forma fácil de tomar a decisão: imaginem-se daqui a uns dez anos a olhar para trás, para a vossa vida, perspectivando-a para cada uma das decisões que tomaram. Numa delas vão sentir alguma mágoa, enfado ou arrependimento. Essa é seguramente a decisão a não tomar!!!&lt;br /&gt;Há a tendência natural de nos deixarmos ficar parados em situações estagnadas e que não nos trazem felicidade, seja por medo do desconhecido, medo da solidão ou por habituação associado a uma falta de coragem de partirmos em busca do que é realmente melhor para nós...&lt;br /&gt;Temos o defeito comum de achar que qualquer que seja a decisão que tomemos, não é determinante nem definitiva; que podemos sempre adiar o que realmente queremos e ir fazendo aquilo que é esperado de nós. Mas cuidado porque isso não é verdade.&lt;br /&gt;Façam o exercício que referi atrás: imaginem-se daqui a dez anos e ficcionem os vossos caminhos e vidas como consequência de cada uma dessas decisões. Em cada um desses casos olhem para o dia de hoje como passado e vão-se aperceber, com uma clareza surpreendente, qual a opção que devem tomar hoje; vão-se aperceber também que as nossas opções e possibilidades de voltar atrás não são assim tantas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É impressionante como a nossa intuição sabe perfeitamente qual o destino certo das nossas vidas; é essa intuição a responsável pelas paixões de vida (paixões no seu sentido lato e não particular). A indecisão surge quando se interpõem os obstáculos sociais, familiares ou outros, que dificultam o seguimento das nossas intuições:&lt;br /&gt;- Actor?? Nem pensar!! Isso não é vida! Vais é ser advogado ou engenheiro.&lt;br /&gt;- Bailarina?? Isso são fantasias! Vais é ser médica ou enfermeira.&lt;br /&gt;Porque quererão os pais ter, obstinadamente, filhos doutores??&lt;br /&gt;O que seria deste mundo sem "Peter Houstinoffs", sem "Margaux Fontaines", sem todos os génios do mundo da arte, se eles não tivessem tido a preserverança de levarem as suas intuições e paixões avante???&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria um mundo ainda mais cinzento, atafulhado de medíocres doutores, de fastidiosos engenheiros, de dúbios juristas, e vazio de actores e bailarinas fantásticos que maravilharam milhares de pessoas com a sua arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ocasionalmente na nossa vida tentamos ser fieis a ideais e virtudes que outros têm por nós. Ignoramos os nossos (se os temos) e tomamos outros que nunca tivemos ou soubemos ao certo quais.&lt;br /&gt;Os nossos ideais, bons ou maus, são nossos. Podem ser contraditórios, confusos ou até mesmo infantis, mas são nossos! Podem ser difusos, ridículos ou sem uso, mas nossos!&lt;br /&gt;Não devemos cometer o erro de sermos nós pelos outros. A vida vivida nesses moldes, perde qualquer sentido que não o de salada, não é isto ou aquilo, é simplesmente uma grande salada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nunca é tarde para apanhar o comboio da nossa intuição e fazer o resto do caminho à nossa frente de uma forma plena e preenchida. Fazê-lo pelo dinheiro, fama ou sucesso não traz realização!! O importante é fazê-lo pelo verdadeiro prazer de o estar a fazer. Se tivermos prazer no que fazemos, fá-lo-emos fantasticamente bem e com uma dedicação ímpar. Isso, ao final de algum tempo, levará ao sucesso e até ao dinheiro. O mais irónico nesses casos é que o sucesso e o dinheiro passam a ser coisas perfeitamente secundárias e irrelevantes.&lt;br /&gt;Para se fazer a diferença e ser um primeiro entre iguais é preciso amar o que se faz.&lt;br /&gt;A grande maioria que não segue a sua intuição, aquilo que verdadeiramente quer, acaba por lutar apenas pelo dinheiro, por uma casa maior, um carro melhor e mais rápido ou outros brinquedos caros, como compensação do sacrifício de estarem a fazer o que não gostam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se uma decisão importante é tomada exclusivamente com base racional e não por paixão, o mais provável é que vos vá levar por um caminho monótono e fastidioso que se prolongará irremediavelmente, dia após dia, até ao fim dos vossos dias.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35787980-116057009353258575?l=cronicasfm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasfm.blogspot.com/feeds/116057009353258575/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35787980&amp;postID=116057009353258575' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35787980/posts/default/116057009353258575'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35787980/posts/default/116057009353258575'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasfm.blogspot.com/2006/10/decises.html' title='&quot;Decisões&quot;'/><author><name>FM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02222801480580641962</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6586/3942/1600/Thai12F006d.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35787980.post-116051315078181376</id><published>2006-10-10T20:42:00.000Z</published><updated>2007-05-17T11:40:31.836Z</updated><title type='text'>"Felicidade"</title><content type='html'>Perguntem-se onde está a vossa felicidade, aquela a que sempre aspiraram. Perguntem-se quando construíram a outra que têm e o que pensam fazer com ambas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feliz é a felicidade que é simplesmente feliz. Aquela que para ser alcançada não exige qualquer sacrifício ou imolação. Será que alguém a conhece? Para se poder ser feliz na felicidade escolhida, é necessário ter o cuidado de nunca se fazer dela uma religião sem altar. O altar é, não só o local nobre do culto para onde se canaliza o maior fervor, mas também o local em que são executados os sacrifícios.&lt;br /&gt;Não percam nunca o vosso altar de vista, pois assim saberão sempre o que procurar, e saberão sempre também o que estão a sacrificar ao longo da vossa vida. Os maiores sacrifícios na nossa passagem pela vida são aqueles que passam despercebidos. Aqueles que só nos apercebermos quando mais tarde lhes sentimos a falta e já não há forma de os recuperar.&lt;br /&gt;Qualquer vislumbre de felicidade resulta quase sempre de uma opção em que algo tem que ser abandonado. A busca da felicidade feliz é uma quimera em que à partida não se sabe o que buscar, em que não se tem a certeza, e em muitos casos, não se tem sequer a esperança, de a alcançar.&lt;br /&gt;Seja por cansaço, incredulidade ou pressa, é enorme a tentação de nos desviarmos do objectivo final e contentarmo-nos com um pequeno prémio de consolação. É como partir para a busca do Santo Graal e, a meio do percurso, contentamo-nos com uma imitação dele, uma qualquer pintura, medíocre ou não, feita por alguém que em sonhos julgou ver a sua imagem.&lt;br /&gt;Não desistam a meio, insistam. Mas se desistirem, sejam pelo menos vocês a pintar a vossa imagem do Santo Graal, não aceitem ou adquiram a imagem por outros pintada, por muito bela ou real que vos possa parecer.&lt;br /&gt;O simples aceitar das imagens da nossa felicidade, concebidas por outros, denota uma falta generalizada de convicções individuais. As nossas convicções individuais são geralmente tão frágeis, que a maioria das pessoas que se afirmam indubitavelmente convictas, são-no geralmente acerca das convicções dos outros, não das suas, ou acerca de assuntos tão generalistas que ninguém pode convictamente provar o contrário.&lt;br /&gt;Qualquer um conhece as incongruências das suas próprias convicções, por isso se socorrem das dos outros, a essas nunca se conhecem as bases que as sustentam e é possível dar o beneficio da dúvida, podendo assim crer piamente em qualquer suposta convicção d’alguém.&lt;br /&gt;É difícil para a maioria dos mortais compreender aqueles que lutam pela felicidade dos outros. Aqueles a quem chamamos os verdadeiros altruístas. Serão eles seres que por falta de coragem para alcançar a sua felicidade, se refugiaram na coragem dos outros? Será que a alcançaram mas perceberam que não vale a pena, que não é tão importante assim, e que o que realmente importa é apenas o motor que nos leva a procurá-la, ajudando assim quem ainda não desistiu? Ou será que terão encontrado aí o seu Santo Graal ? Não me cabe a mim sabê-lo; só eles o saberão. A felicidade de cada um só cada um a poderá conhecer e conquistar; se não desistir, se levar até ao fim as suas crenças, se não temer pequenos sacrifícios e se não ceder perante as convicções de outros.&lt;br /&gt;A nossa intuição sabe sempre onde está a nossa felicidade, o difícil é não hesitar e não ter medo de a seguir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35787980-116051315078181376?l=cronicasfm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasfm.blogspot.com/feeds/116051315078181376/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35787980&amp;postID=116051315078181376' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35787980/posts/default/116051315078181376'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35787980/posts/default/116051315078181376'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasfm.blogspot.com/2006/10/felicidade.html' title='&quot;Felicidade&quot;'/><author><name>FM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02222801480580641962</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6586/3942/1600/Thai12F006d.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35787980.post-116051177991027019</id><published>2006-10-10T20:20:00.000Z</published><updated>2007-05-17T11:19:42.877Z</updated><title type='text'>Heróis</title><content type='html'>A falta de heróis é uma consequência directa da falta de valores actual.&lt;br /&gt;A inexistência de heróis não é real; eles existem. O que já não existe são os valores pelos quais nos possamos bater e mostrar coragem. Os poucos que o tentam, fazem-no gratuitamente, ou por qualquer ridicularia, sendo, como consequência apelidados de infantis ou inseguros.&lt;br /&gt;Numa sociedade como a nossa, não há espaço para heróis. Existem simplesmente pessoas, pessoas trabalhadoras, pessoas esforçadas, pessoas dedicadas e até mesmo pessoas corajosas. Mas nunca ninguém ouviu falar em “pessoas heróis”. Os heróis não são pessoas, são apenas Heróis!! Passaram a barreira de qualquer caracterização, comparação ou socialização. Para se ser herói é preciso ser-se altruísta, pensar mais nos outros do que em si próprio, a lutar por uma causa justa. Na sociedade de hoje seria um delito grave. Haver alguém que não pense só em si quebra o frágil equilíbrio da sociedade actual; Introduzir-lhe-ia um elemento tão estranho, que pela surpresa ela poderia colapsar. Haver alguém acima dos outros torna-se objecto de inveja, mesmo que a sua causa contemple dedicadamente e apenas esses outros.&lt;br /&gt;No passado, ser herói, era apenas uma questão de inspiração e de vontade individual. Nos dias de hoje temos apenas o herói casual. É necessário estar no sítio certo e à hora certa, para, inadvertida e casualmente tomar a atitude certa e ser (sem saber porquê) levantado em ombros por meia dúzia de pessoas. Mas a seguir será logo esquecido. Os Heróis de antigamente, quando “nasciam”, nasciam para a imortalidade. Hoje existem, sim, lugares de heróis, criados à medida desta nossa sociedade, que vão sendo ocupados sucessivamente por pessoas até à fase da reforma, altura em que são automaticamente substituídos e esquecidos. São um novo conceito de heróis, os heróis perecíveis.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35787980-116051177991027019?l=cronicasfm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasfm.blogspot.com/feeds/116051177991027019/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35787980&amp;postID=116051177991027019' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35787980/posts/default/116051177991027019'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35787980/posts/default/116051177991027019'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasfm.blogspot.com/2006/10/heris.html' title='Heróis'/><author><name>FM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02222801480580641962</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6586/3942/1600/Thai12F006d.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35787980.post-116051039146380281</id><published>2006-10-10T19:59:00.000Z</published><updated>2007-05-17T11:27:22.067Z</updated><title type='text'>Ridículo</title><content type='html'>Hoje, por uma razão para aqui pouco relevante, senti-me ridículo e, não sei porquê, resolvi explorar esse sentimento. Não quero fazê-lo por necessidade de o interpretar. Seria ridículo fazê-lo.&lt;br /&gt;O ridículo é intrínseco, não se interpreta; sente-se, não se avalia; aceita-se, não se contesta.&lt;br /&gt;Se se sentirem ridículos não tentem de forma alguma racionalizar esse sentimento, sob pena de não se conseguirem libertar dessa situação.&lt;br /&gt;O ridículo é como todo o tipo de sentimentos puros, o resultado do espontâneo e do inesperado. É uma situação transitória que existe enquanto não aceite e assimilada. É um subterfúgio do nosso ego para não nos deixar repetir determinados erros. É o preço do amadurecimento que, por não ter sido naturalmente adquirido, teve que ser assim imposto.&lt;br /&gt;É necessário ter-se sido ridículo, para mais tarde realizar que só é ridículo quem na sua existência nunca foi ridículo, ou pelo menos nunca assim se sentiu. Tal como Fernando Pessoa se referia a que todas as cartas de amor são ridículas, mas que só era verdadeiramente ridículo quem nunca escreveu cartas de amor, ridículas.&lt;br /&gt;Quem me dera no tempo em que inocentemente era ridículo sem o saber e, talvez mais importante, sabê-lo mas não me importar, porque era parte da natureza e da idade sê-lo; como tal, não o era. É tudo uma questão de momento.&lt;br /&gt;O ridículo é um sentimento de consequência pouco consequente. É sempre resultado de uma conduta, seja ela moral ou comportamental. Mas é também pouco objectivo o resultado que se tira dele. Toda a vivência é interpretada diferentemente consoante a pessoa que a vive e a observa, e do contexto em que acontece.&lt;br /&gt;O ridículo é universal e desenganem-se se julgam que existe algum momento em que não somos ridículos. Ridículos somos sempre, temos é a noção de, na maior parte dos casos, sermos ridículos em harmonia com a grande maioria. O existir uma comunhão em massa dum mesmo procedimento ridículo permite-nos iludir e considerarmo-nos socialmente bem integrados. A conduta social é apenas um conjunto de atitudes e procedimentos ridículos praticados em conjunto.&lt;br /&gt;Para quem é individualmente ridículo e quiser deixar de o ser, é apenas necessário convencer a maioria que é assim que se procede e serão então todos ridículos em comunhão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35787980-116051039146380281?l=cronicasfm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasfm.blogspot.com/feeds/116051039146380281/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35787980&amp;postID=116051039146380281' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35787980/posts/default/116051039146380281'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35787980/posts/default/116051039146380281'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasfm.blogspot.com/2006/10/ridculo.html' title='Ridículo'/><author><name>FM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02222801480580641962</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6586/3942/1600/Thai12F006d.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35787980.post-116051007966805306</id><published>2006-10-10T19:52:00.001Z</published><updated>2010-03-25T19:04:14.030Z</updated><title type='text'>Quotidiano</title><content type='html'>Estou farto, cheio, saturado!!!&lt;br /&gt;Poderia estar a falar de comida, mas não, falo de vida. Não da vida realmente vivida, mas da vida devida ao quotidiano dos outros, da vida dividida em fragmentos para acudir às necessidades e solicitações de tudo e de todos. O meu quotidiano não me assusta, assusta-me sim fazer parte do quotidiano dos outros. Quanto mais faço parte do quotidiano dos outros menos tempo tenho para o meu. O quotidiano enquanto meu é inesperado e flexível. Adaptável a mim!!&lt;br /&gt;Ninguém consegue ser feliz se não tiver um bocadinho de tempo escondido, a que possa recorrer e roubar pequenos momentos de egoísmo solitário.&lt;br /&gt;Todos lutam pela felicidade da sociedade, mas não se lembram que ela passa pela felicidade individual. Experimentem negar um convite, qualquer que ele seja, dando a justificação de nesse momento preferirem estar sozinhos. Seremos imediatamente apelidados de egoístas, pedantes e anti-sociais, e teremos muita sorte se não nos pretenderem integrar numa terapia de grupo. Nesses grupos em que todos devem ser lindas pessoas, todos muito conscienciosos, todos muito preocupados com os outros, todos muito tudo, todos tanto que não são capazes de ver que a felicidade individual, ficando esquecida, diminui o bem estar geral. Eu que me marimbo para esse aparente bem estar social, e egoisticamente me preocupo com o meu bem estar, contribuo muito mais para o bem comum que todos eles.&lt;br /&gt;Tenho pena, mas o meu quotidiano não é público nem está à disposição. Pertence apenas a mim e aos quotidianos daqueles a quem eu quero pertencer. Fora isso terá quando muito momentos sociais, ou melhor, momentos socialmente partilháveis.&lt;br /&gt;Não quero nem pretendo ser nunca um "bibelot" no quotidiano de alguém, uma peça decorativa do seu bem estar.&lt;br /&gt;Não sei quem disse "Parem o mundo que quero sair". Independentemente disso é algo que só pode ser feito com o tempo que pertence à parte do quotidiano que é só nossa. Perguntem-se se têm tempo para escrever um poema. Caso não o tenham, roubem-no, roubem o máximo que conseguirem, e não se preocupem que esse tipo de roubo não é pecado. Quanto mais vivemos, menos tempo conseguimos dedicar a nós, o tempo roubado deixa de o ser aos outros e vai passando a ser roubado a nós próprios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arranjem uma arca e vão pondo lá dentro pequenos objectos de pequenos acontecimentos nossos, coisas sem importância, mas que encerram em si lembranças e memórias vossas. Um dia que só façam parte do quotidiano dos outros desenterrem-na, abram-na, e descobrirão algo mais que uma caixa de Pandora, descobrirão pedaços do vosso quotidiano, da vossa liberdade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35787980-116051007966805306?l=cronicasfm.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasfm.blogspot.com/feeds/116051007966805306/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35787980&amp;postID=116051007966805306' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35787980/posts/default/116051007966805306'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35787980/posts/default/116051007966805306'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasfm.blogspot.com/2006/10/quotidiano.html' title='Quotidiano'/><author><name>FM</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02222801480580641962</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6586/3942/1600/Thai12F006d.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
